O que vale de comentário deste champ – e também sendo apenas o que eu lembro –: é a grandiosa final que aconteceu entre os “parceiros” Jaca e Jega (J&J).
Não foi qualquer finalzinha, foi uma batalha milenar! Um jogo não foi suficiente para decidir, e considerem os 30 minutos de prorrogação. Sendo assim, um segundo jogo seria necessário, mas esse sendo: GOLDEN GOL (gol de ouro, quem fizesse primeiro levava a taça). Era obvio que sairia um golzinho para um dos lados. O – de fato – mais cogitado a levar o titulo era o colecionador de troféus: Jega, que já tinha naquela altura mais campeonatos que qualquer um outro, e continua tendo. Porém o nome que vinha se crescendo, não estava disposto a facilitar essa conquista; Jaquinha que veio adquirindo experiência ao longo dos campeonatos e teve gradativa melhora, estava jogando muito bem, MESMO! Com táticas diferenciadas dos demais, que futuramente viria a ser copiada por outros jogadores, ele manteve um equilibro invejável entre defesa e ataque, criando oportunidades claras de gol, bem como impedindo a infiltração fulminante de passes do time do Jega. Esses dois que arrisco dizer 'mestre e pupilo', mantinham esse segundo jogo uma cadencia de passes; Jega como sempre pelo chão, arrastando a zaga com seu jogador de desequilíbrio: Cristiano Ronaldo; e Jaca mantinha uma divisão entre passes rápidos por cima e por baixo, e em oportunidades fazia lançamentos da lateral, para tentativa do Gigante Drogba cabecear; essa sendo suas principais característica; tanto do Jaca quanto do Drogba. xD!
O jogo segue pegado. Tensão de ambos os lados! Aparentemente não ia dar para o Jaca, pois, esse sendo o Pupilo, sentia-se – normalmente – inferior, e o Jega tem como um dos seus principais elementos, se crescer em campeonatos e ainda mais finais TENSAS.
Mas os 90 minutos daquele segundo jogo não foi suficiente para decidir quem seria o glorioso a levantar aquela taça. Então se dava inicio a mais um 30 minutos. Jogadores cansados, algumas trocas e pequenas mudanças. Porém, nada mudou. Foram mais 30 minutos de troca de passes e chances perdidas. Assim acaba do SEGUNDO 120 minutos. Mas acredito que nesses 30 minutos, Jaca percebeu que estava a altura de seu mestre e tinha chances iguais para o próximo jogo.
Já entrando para história do futebol, teríamos um terceiro jogo. Após 240 minutos consecutivos de bola rolando, teríamos mais 90 para tentar decidir quem seria o campeão dessa espetacular final, que agora já estava nomeada de “A Guerra de mil dias”. Na mesma regra, quem fizesse o gol dentro desses 90 minutos já era o novo campeão; havíamos dois guerreiros que nadaram demais, e apesar de ambos já serem vitoriosos, perder após tanto lutar, sem dúvida iria doer, e teria um acréscimo de dor para o Jaca, caso esse viesse levar o gol, pois nunca havia chegado tão longe, e mais, o equilíbrio que o mesmo conseguiu estabelecer nessa final era incrível, pois, apesar de ser uma final tensa e contra o Jega, ele conseguiu chegar até ali sem “pipocar”, e sentia que podia levar ‘merecidamente’ essa taça.
E tem inicio esses novos 90 minutos, uma belezura de jogo que pude assistir de camarote. Eu sendo o único telespectador presente, o único que teve coragem de assistir a incansável e mais longa final de todos os tempos, pude presenciar onde nascera o narcisismo de Jaca. Neste jogo, ele se postou superior, mas não estava enfrentando qualquer um, embora o jogo estivesse sendo equilibrado e com notórias chances de vitória para Jega, podíamos sentir uma leve vantagem para o Jaca; talvez o psicológico do Jega pesou, devido não esperar essa “alteza” de Jaca, e ir tão longe já estava sendo cansativo, embora muito empolgante.
Eu torcia para o Jaca, não só pelo fato que ele sendo campeão tiraria um título do Jega, mas também pela maneira como se comportava e vinha jogando, onde era tirado de marreco no inicio e aos poucos (embora rápido) conquistou seu lugar ao sol, e jogando como estava, realmente merecia o título.
Esses 90 minutos de pura tensão e belas jogadas de passes, e conclusões falhas, também não foram o suficiente para decidir o novo campeão. Eles quase estavam chorando, o acumulo da sensação de estar ali, estava se tornando medo.
Já tínhamos 320 minutos de jogo, desses 320, 240 sem gols. Teríamos inicio então a mais 30 minutos para decidir essa guerra milenar. Vale ressaltar que o jogo de ambos fora igual todos os tempos, troca de passes rápidos e bastante jogada área pelo Jaca, que embora todo o campeonato tenha conseguido as principais vitórias através dessas jogadas áreas, não conseguiu nesses muitos minutos decidir. Será que íamos além desses 30 minutos? Teríamos um 4º jogo?
Acho que os finalistas não tinham mais coragem para um 4º jogo. Se dá inicio aos primeiros minutos da prorrogação do 3º jogo, ambos apreensivos; os dedos já não respondiam bem aos comandos, e um vacilo resultaria na perda do título. Jega já estava craque em anular as tentavas de infiltração pela lateral, que era composta pelo passe de Lennon pra Xavi, de Xavi para Deco, Deco devolvendo para Xavi que lança Lennon pela lateral esquerda, e cruza para conclusão do Gigante Drogba, mas como eu mencionei, havia psicológico pesando, cansaço, físico, mental e até emocional, os dedos não respondiam bem, e num infortúnio de Jega, essa jogada bem calculada teve êxito, e para regozijo de Jaca foi assim que explodiu em comemoração pelo título, gritando (não: o "Drogba" é foda) e sim: “eu sou foda”.
O comentário de Jega foi: “Essa foi a final que mais gostei de jogar”; e parabenizou seu adversário, parceiro e pupilo.
Realmente um título inquestionavelmente merecido. Parabéns ao campeão e parabéns também ao vice que chegou tão longe.
JACA É O CAMPEÃO DA TAÇA GUERRA DOS MIL DIAS.
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